Tiroteio entre traficantes causa pânico e deixa ao menos um morto na Rocinha

Moradores da Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, acordaram neste domingo (17) em meio a um intenso tiroteio deflagrado ainda durante a madrugada entre traficantes da região. De acordo com o Comando das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), ao menos um jovem foi encontrado morto e três pessoas foram feridas por disparos e receberam atendimento médico.

Ainda no início desta manhã, por volta das 8h, a Polícia Militar do Rio emitiu comunicado informando que atuaria na "estabilização da região", "a fim de cessar o confronto na comunidade", e pediu para que a população evitasse circular nas imediações da Rocinha .

Também por conta do intenso tiroteio na favela, a concessionária que administra o metrô do Rio de Janeiro decidiu fechar os acessos à estação São Conrado alegando "questões de segurança". A estação foi reaberta por volta das 12h30 deste domingo.

Diversos moradores da comunidade usaram as redes sociais ao longo do dia para divulgar vídeos do confronto armado entre criminosos, que aparecem usando as lajes das casas como trincheiras para efetuar disparos contra integrantes de facções rivais (assista abaixo). Muitos internautas relataram pelo Twitter que trata-se da maior troca de tiros ocorrida na favela em muito tempo.

O delegado do 11º Distrito Policial da Rocinha, Antônio Ricardo, confirmou em entrevista ao jornal Extra que o tiroteio trata-se de uma disputa pelo monopólio na venda de drogas na Rocinha. O gerenciamento do tráfico local é disputado pelas facções Comando Vermelho (CV) e Amigos dos Amigos (ADA).

Fim de semana violento durante Rock in Rio

Além da troca de tiros deste domingo na zona sul da Cidade Maravilhosa, o fim de semana marcado pelos primeiros dias do festival Rock in Rio teve ainda tiroteio no Morro do Juramento, na zona norte da cidade, ao longo desse sábado (16).

De acordo com a Polícia Militar, ao menos quatro pessoas morreram ontem em mais uma disputa entre traficantes.

Ainda não há confirmação de mortes na favela da Rocinha, que é considerada uma comunidade "pacificada" desde 2012, quando foi instalada a primeira base da UPP na favela cuja área possui mais de 880 mil metros quadrados.